terça-feira, 15 de março de 2016

Mães a ler

























A semana da leitura traz os pais á escola e transforma os livros em amigos novos.

Hoje foi a vez da mãe do José Pedro que deu voz a uma fábula “O Pedro e o lobo”.
Orgulhoso o José Pedro portou-se á altura das circunstâncias. Ouviu, atento. Os olhos brilhavam de prazer porque gosta de histórias e porque a mãe estava aqui, na nossa escola a ler para os amigos. E, ele,  mostrava o seu mundo que já não é pequeno…







Ler faz bem e traz conforto ao coração. E, o que os meninos já conseguem dizer? Aqui ficam as suas palavras, palavras de quem pensa sobre as coisas que fazemos:

“Ler é contar historias” – Simão
“Sou amiga dos livros porque adoro as páginas dos livros. Gosto de histórias de corujas, gatos, lagartos e morcegos.” – Bruna
“Gosto dos livros. Faz-nos bem ler um bocadinho à noite. Gosto do capuchinho, da sereia que não sabe nadar, do capitão gancho,” – Carolina
“Gosto do livro dos piratas da terra do nunca. Também gosto de outros livros: da branca de neve e dos sete anões, do mikey mouse e do tico e do teco. Têm palavras e joaninhas. ” – Patrícia
“Eu gosto de livros de morcegos e também de passarinhos. E também das flores. Os livros têm capa, contracapa e miolo. ” – Mauro  
“Gosto de ler porque os livros dão-me companhia. Têm imagens giras e palavras.” – Duarte
“Gosto de ler. Têm paginas, capa, miolo. Gosto de livros de animais.” – José Pedro  
“Gosto de ler porque os livros são nossos ajudantes para ler. Aprendo a ler e a gostar das coisas que lá então. E também gosto deles porque eles gostam muito de mim.” – Francisca

Depois das palavras dos meninos que nos fazem pensar e perceber que dão tanta importância ao livro deu-me vontade de mergulhar nos desenhos onde revelaram uma perícia, um grande sentido estético e uma representação já muito próxima daquilo que observam. Um exercício onde misturam já observações do quotidiano e das ilustrações onde se demoram tanto e que tanto valorizam.
Amanha vamos ler ao café do Mauro e temos a expectativa de que gostem de nos ouvir.











Beijinhos e até amanha 

domingo, 13 de março de 2016

Pais que querem bem...

















"Crianças felizes gerem cabeça, coração, corpo e alma; pais, irmãos, avós, tios e amigos; escola e brincar. Têm dores, têm medos, têm sonhos e projetos. E tudo isso ao mesmo tempo! Mas não são felizes se precisarem de ser “as melhores do mundo”. Para serem felizes, basta que sejam um bocadinho do melhor que há no mundo para quem só lhes quer bem."

Texto da Pais e filhos de 1 de março de 2016.

Autor: Eduardo Sá 

 

Voltamos brevemente com novidades sobre os nossos trabalhos. 
Beijinhos 

quarta-feira, 9 de março de 2016

Elas


No rescaldo do dia Internacional da Mulher quero lembrar me que todas, sem excepção, merecemos um carinho especial que até pode ser uma flor de papel. Porque temos uma historia feita de grande batalhas e pequenas glorias. 
Distribuímos mimo e afectos quando a tristeza nos invade. Abrimos os braços e levantamos ancoras quando é preciso. A nossa força é a nossa determinação; o nosso brilho é maior que a luz das estrelas. 
Ganhamos direitos e ganhamos tempo na incessante procura de nós próprias. 
Somos menos beligerantes que os homens, juntamos trofeus nas diversas áreas da cultura sem nunca deixar para trás a nossa vida pessoal. A casa que trazemos às costas todo o tempo. 
Sorrimos para dentro e para aqueles que nos escutam sem perder de vista a linha da frente. 
A nossa historia faz-se sem alarido com gestos cuidadosos como se de um bordado se tratasse. 
As mulheres da minha vida deram me a tranquilidade para construir cada pedaço da minha historia como se fosse a única coisa que valesse a pena fazer. 
Estou orgulhosamente solidaria com a historia de todas as mulheres. 
Beijinhos 

As nossas flores, uma pequenina homenagem às mães dos nossos meninos. 






quarta-feira, 2 de março de 2016

"Ovos misteriosos"


É o titulo de uma historia que fala de uma galinha que decide mudar de vida. Como às vezes nos acontece imaginar..
Choca os seus ovos com desvelos de mãe e descobre que dentro deles habitam outros seres que diferem em muito daquilo que idealizara. Sem se importar com a diferença, impotente para os transformar, sufoca de angustia a vê-los crescer e a ganhar autonomia.
Nós, mães, esperamos que a vida nos traga o impossível quando seria mil vezes mais fácil aceitar que cada um transporta em si um código de genes inimitável e absolutamente singular.
Cultivar a identidade é deixar de olhar para dentro e perceber que todos, temos a força para construir um mundo mosaico onde cada peça se encaixa perfeitamente, criando harmonia. Sem protagonismo e sem batota. Sem arbitrariedades.
O nosso valor está naquilo que professamos, naquilo que temos para dar aos outros. E, na possibilidade de entender uma contrariedade como um desafio, uma forma de crescimento interior.
Vejamos, as nossas crianças são diferentes entre si mas, os seus olhares e os seus sorrisos têm a energia e a magia de nos fazer felizes ainda que não sejam as crianças "robots e "normalizadas" de quem os professores tanto gostam...
Se pudesse mudar de vida iria até ao fim do mundo com os meus filhos e fazia uma passadeira gigante com as memorias dos meus alunos. Porque todos eles contribuíram para ser a pessoa que sou hoje.
Como Educadora pretendo que cada um consiga criar uma imagem positiva e ajustada de si mesmo e que desenvolva com os outros uma relação de empatia. 

Um dia, o meu avô perguntou-me quais eram as coisas mais belas do mundo, e eu não soube o que dizer. Pensei que podia ser o pôr do sol ou o mar (…). Ele sorriu e perguntou-me outra vez se não havia de ser a amizade, o amor, a honestidade e a generosidade, o ser-se fiel, educado, o ter-se respeito por cada pessoa e cada coisa. Perguntou-me se o mais belo do mundo não seria fazer-se o que se sabe e pode para que a vida de todos seja melhor. (…)
 Valter Hugo Mãe, 2010

As fotos que aqui deixamos ilustram pequenos flashs vividos na casinha das bonecas onde cada um entra e sai quando quer, veste o que gosta, veste as personagens com as quais se sente mais confortável sem a minha intervenção. Criam e recriam os papeis que desejam para a sua vida. A construir a sua identidade sem medo de serem criticados. A tomar as rédeas daquilo que são verdadeiramente. A tomar consciência de si e dos outros, a estabelecer relações com os seus pares. A linguagem que usam é a do corpo: de dentro para fora. A das emoções, a dos gestos. Sem rodeios, sem constrangimentos. A fingir o que são na sua essência.


















sábado, 27 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Estradas de palavras

As histórias são estradas de palavras. Têm acontecimentos que podem mudar a visão que temos da vida.Passam por elas emoções que recebemos às mãos cheias. 
"Ovelhinha dás-me lã?" deu-nos o mote para trabalhar o vestuário, os animais e os seus habitats. Foi pretexto para grafismos e alguma matemática; recorte e pesquisa. Pela mão da musica aprendemos canções novas.





Agora, sabemos que o pêlo e as penas revestem o corpo dos animais para os aquecerem como a roupa que usamos depois da pele. 
Ouvimos dizer que os animais domésticos vivem perto de nós e dão-nos a carne, o leite, a lã ou, simplesmente, a companhia que precisamos para sermos mais felizes.  
A preparar a Páscoa com coelhinhos e galinhas carregadas de ovos de chocolate. Já posso imaginar a azafama na hora de escolher os moldes, as cartolinas, as fitas e os cartões... E, a pensar já noutras histórias cheias de valor, saber e ternura. 
A cruzar áreas tão cruciais no desenvolvimento como a expressão e a comunicação, a matemática e o conhecimento do mundo. As linguagem no ensino pré escolar são multiplas e abrangentes. Como um rio a correr, aproveito cada minuto esticando ao seu limite, as suas possibilidades. As palavras e as histórias são as pérolas da minha vida , a companhia perfeita de todos os dias. 
Todas as historias são boas. Usem o seu valor inestimável com prazer. As crianças antes de saberem, sentem. O prazer de cada viagem, de novas descobertas.
 Elas dão-lhes segurança e tranquilidade para lidar com o peso da vida. 
Aqui ficam algumas fotos, testemunhas das nossas experiências e um desenho animado para se divertirem em família. Beijinhos


















segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Ciências experimentais na escola


"As actividades de ciência experimental oferecem às crianças a possibilidade de conhecerem o mundo de uma forma mais rigorosa e aprofundada, mediante a utilização de diversos procedimentos e capacidades (observar, registar, medir, comparar, contar, descrever, interpretar) que não são exclusivos da ciência, existindo por isso, uma forte conexão das ciências com outros domínios, nomeadamente das expressões, da matemática e da linguagem."

 Autor: Isabel Fialho Departamento de Pedagogia e Educação Universidade de Évora


Na Quinta-feira passada, na biblioteca de Tourais havia silêncio e mistério que convidava a novidade. 
Desta feita, houve experiências com lupas elétricas  que aumentam e ampliam cem vezes. 
Com olhos pequeninos a espreitar a vida das sementes, parecia-me estar a ver cientistas a investigar, a procurar soluções para a vida, a formular ideias para defender junto da comunidade cientifica.













A professora Rosa Machado, bióloga, foi dinâmica q.b., persuasiva nas tarefas que propôs, ambiciosa para este publico de palmo e meio que aprendia a ver coisas que os olhos não podem. Depois, os miúdos fizeram o registo das suas observações com muito talento e cor. 
Fizeram o registo das suas observações como gente grande. Com enorme sentido de responsabilidade, com jeito e empenho. Mais uma vez a mostrar o seu valor...








Parabéns pela iniciativa. 
Eu compreendi que o gosto pela ciência se aprende com a paixão dos professores. E que começa aqui, no pré escolar para que não haja duvidas que o saber não tem idade. 
Não me custa imaginar que alguns destes meninos daqui a pouco estejam num laboratório a sério e que, desta memoria, levam o valor  destes momentos. 
Eu gostei muito de lá estar e gostaria de estar mais vezes em aventuras como esta...